Retomando os trabalhos, ainda em câmera lenta… mas progredindo um passinho por vez 🙏
E, curiosamente, é nesse ritmo mais lento que algumas verdades ficam mais claras.
Uma delas é o quanto nos cobramos.
Cobramos perfeição, energia, vontade.
Cobramos dar conta, persistência e resiliência para “chegar lá” — lá onde acreditamos que nosso sonho habita.
Por muito tempo, eu me irritava com a frase “o importante é a jornada, não chegar lá”.
Achava um papo furado, idealista demais para a vida real.
E que bom que a gente muda.
Hoje consigo ver de outra forma: não existe chegar lá sem ser degrau por degrau. Não é lógico, nem saudável, colocar a felicidade em um único ponto do futuro.
A felicidade está justamente no progresso de cada degrau.
Na visão que muda, na perspectiva que se amplia, na consciência que se constrói passo a passo.
Quando não sustentamos cada etapa usufruindo do caminho, criamos uma idealização enorme sobre o “chegar lá”. E, muitas vezes, quando chegamos, o que encontramos é vazio e frustração.
Hoje entendo — e percebo no corpo, na prática — que o processo é o que sustenta qualquer chegada.
Talvez esteja na hora de parar de condicionar a felicidade a conquistas futuras, a metas específicas, a experiências que ainda não aconteceram.
A felicidade precisa ser escolhida hoje, para que ela habite não apenas o “chegar lá”, mas todos os dias da nossa vida.
Porque, no fim, é uma escolha.
E a pergunta que fica é: o que você tem escolhido?
Que a cada dia possamos acolher mais e cobrar menos.
Rir mais e criticar menos.
Nos amar mais hoje, e ainda mais amanhã.
Que escolhamos a felicidade agora — não só depois.
Porque a vida é para ser vivida, não apenas sobrevivida.



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