Outro dia, conversando com meu marido, falávamos sobre como muitas crianças dentro do espectro autista parecem carregar algo de muito especial.
E arrisco dizer: talvez estejam, de certa forma, mais próximas de uma evolução — sensíveis, intensas, verdadeiras.
Mas o mundo ainda não está preparado para acolhê-las.
Insiste em rotular, padronizar, exigir que todos se encaixem em caixinhas bem delimitadas.
Para ser considerado “bom”, tem que preencher uma lista de requisitos que… quem foi que criou mesmo?
Não estou romantizando.
Imagino — e respeito profundamente — o luto, os medos, os desafios diários que muitas famílias enfrentam.
Mas e se a gente tentasse abrir um outro olhar?
Porque todos os filhos são únicos, mas ainda insistimos — nós e o mundo — em compará-los, exigir o mesmo desempenho, medir pelo mesmo metro.
Muitas mães e pais se sentem perdidos. Buscam respostas, apoio, caminhos.
E é compreensível — fomos ensinados a desejar o “filho perfeito”.
Mas… perfeito pra quem?
Pra gente? Ou pra sociedade?
Porque, se for pra sociedade, parece que nunca será suficiente. Sempre vai faltar alguma coisa: uma nota melhor, um comportamento mais “aceitável”, um futuro mais “promissor”.
Você já reparou como o capitalismo exige perfeição que nunca se alcança?
Eu repito sempre por aqui: nossos filhos têm muito a nos ensinar.
E talvez a primeira lição seja essa: soltar os rótulos.
Parar de tentar encaixar nossos filhos em formas que não os contêm.
Olhar pra eles com verdade, presença, curiosidade.
Ver além dos manuais, além das metas, além das expectativas.
Nossos filhos são únicos, sensíveis e — mesmo diante de tantas lutas — carregam um amor profundo por nós.
E nós, mães, mesmo dando tudo de nós, seguimos sentindo que não é o suficiente.
Mas eu te convido a fazer um pequeno experimento:
Pergunte ao seu filho o que ele acha de você.
E depois me conta nos comentários



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