Um espaço de escuta, presença e verdade

Meu trabalho é acompanhar mulheres em processos de autoconhecimento e reconexão consigo mesmas, respeitando o tempo, o ritmo e a verdade de cada uma.

Não trabalho com fórmulas prontas, promessas ou caminhos acelerados. O que ofereço é um espaço seguro para olhar com profundidade, consciência e gentileza para o que está vivo agora.

Esses dias, minha filha mais nova, Melina, ficou doente. Na verdade, todos em casa adoeceram, mas ela foi a última a apresentar sintomas. Começou com dor de garganta, e acabou sendo diagnosticada com inflamação, depois uvulite, e por fim, sapinho. Foi medicada como o protocolo pede — mas algo em mim não parava de observar o que havia por trás de tudo aquilo.

Dessa vez, percebi o quanto mudei. Consegui estar realmente presente, atenta, e isso me permitiu quebrar dois padrões importantes: o da “boazinha” e o da “certinha”. A boazinha que tem medo de parecer exagerada, e a certinha que acredita que criança não pode faltar à escola, mesmo doente.

Melina teve três dias de atestado. Mas, mesmo com o tratamento prescrito, as melhoras pareciam ir além do efeito dos remédios. Foi aí que comecei a observar mais profundamente. Lembrei que a garganta está ligada à expressão — e os fungos, ao ressentimento, baseado no que aprendi no Thetahealing.

Será que minha filha estava guardando algo? Algo que disse e não foi ouvida?

Conversei com ela. Escutei com o coração. E juntas, conseguimos nomear o que estava entalado. Tomamos uma atitude simples, simbólica — mas que, no dia seguinte, já mostrou efeito. As feridas estavam praticamente desaparecendo, antes mesmo de completar o tempo previsto do tratamento.

Claro, o remédio teve seu papel. Mas a cura verdadeira, acredito, veio do olhar integral, do acolhimento emocional. Quando as dores do corpo são ouvidas também pela alma, algo se alinha.

A doença é, muitas vezes, um grito do emocional que não foi escutado.
Quando estamos atentos — quando realmente conhecemos nossos filhos e suas dores —tudo fica mais claro. E mais leve.


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